Sento em um banco qualquer em meio a tantas pessoas que não recordo ter visto em lugar nenhum.
São tantos rostos curiosos, com expressões misteriosas que me faz pensar a razão da vida.
A maioria busca fuga em um aparelho. Em um som pessoal, algo que arremata seu mundo, seu particular.
Pode ser que eu esteja em devaneio, ou esteja observando o que quase ninguém percebe.
Todas as janelas estão abertas, para dentro ou para fora. Algumas delas se escancaram umas para as outras em uma conexão inevitável, parece que se buscam em meio às outras…
Permaneço sentada analisando tudo e todos. O que busco? O que quero alcançar?
Pode ser que apenas queira mergulhar em um mundo raramente frequentado. O mundo das ideias de Platão, ou apenas esteja experimentando o tédio de Shopenhause.
O reggae nina meus ouvidos e minha mente vagueia. Basta!
A vida é cheia de inexplicáveis explicações.