A fuga que nos aprisiona

Todos fugimos de algo ou de alguém. As vezes fugimos de nós mesmos. Os olhos vagos, ou ávidos por uma luz artificial que vem de um objeto, o celular.
O dia está nublado, nem quente nem frio. Lá fora muitos objetos se movem apressados em direção a algum lugar. Pessoas caminham às pressas, chegando, saindo, ou apenas indo e vindo.
Imagino o caos que seria poder conhecer o oculto?

O que pensam enquanto digitam, enquanto deslizam o dedo no entretenimento das redes sociais. A vida passa diante dos nossos “olhos”. Um passarinho pousa no fio elétrico; um urubu espreita algo para se alimentar; o vento move as folhas nos galhos das árvores; quem está percebendo? Quem se preocupa a olhar nesta direção? Na direção da vida. Todos estamos vivendo vidas diversas, poucos, no entanto, estão de fato vivendo a vida de forma concreta, palpável e reflexiva.

Talvez seja pra ser assim mesmo. Como um sistema funcionando da forma que deve funcionar. Como o corpo humano. Um corpo, vários sistemas. Todos com uma função. Não há tempo a perder refletindo ou se perguntando se o outro sistema está fazendo sua parte, apenas confia. Ou apenas realiza o que se espera que se realize….
Um pássaro opta por pousar no topo da árvore, outro prefere partir para outro destino. Um passarinho fez ninho no topo da castanhola. Quem percebeu? Apenas eu? Ou todos aqueles que deram lugar ao devaneio dos pensamentos enquanto fugiam?

Deixe um comentário